segunda-feira, 25 de abril de 2011

Silêncio

Olho pra mim e não me vejo,
mas quem será que me olha?
Tantas coisas que se passam,
dias vem e vão,
não há nada diferente,
nada então mudou,
enquanto o tempo tão logo se passa.

Onde estão as vontades e os desejos?
Meus próprios sentimentos me traem,
me deixam confuso,
pareço estar ainda mais só...

Penso ser impressão do dia...
Acho que estou cansado,
Não... Talvez apenas solitário...

Nesses tempos... Os sentimentos parecem tão iguais.

Se eu me lembrasse do tempo que passou,
por que ele parece ser tão estranho?
Quem é esse que sorri pra mim?
De onde vem?
E pra onde vai?

E tão logo num olhar,
Eu escuto alguém gritar,
Que...
Aos poucos desaparecendo vai,
enquanto o fim dessa caí.

Anjo

Como posso eu um mortal,
simples e sincero,
amar um ser celestial como a ti?
Puro e singelo que veio dos céus,
com sua luz iluminando a minha escuridão.

Fazendo com que eu trilhasse caminhos que nunca havia percorrido,
experimentasse o doce sabor desse amor,
oh com triste estou,
pois sei que esse amor já mais poderá existir.

Mas é inevitável quando fecho meus olhos e assim te vejo,
doce como o perfume das rosas,
no qual jamais senti igual.

Com seu sorriso me fez a felicidade,
e com ela me contagiou,
tudo parece um sonho,
sonho... Que não mais quero acordar.

Mas temo sempre que acordo,
pois não a vejo mais,
como poderia alcançar o impossível?

Como poderei viver se já não vivo mais por mim mesmo,
mas vivo vagando em meio aos teus pensamentos.

E se fosse verdade

E se fosse verdade...
E tudo não fosse apenas um sonho...
Se nossos destinos já estivessem traçados,
e mesmo que não nos conhecêssemos,
tivéssemos uma vaga lembrança de já nos conhecermos...

E se dissesse que sinto sua falta...
Mesmo não sabendo quem você é...
Que as noites são tão vazias sem você ao lado,
que tudo que vejo me lembra você,
vagando a noite pela casa,
tentando te encontrar,
te chamo,
mais você não mais está aqui...

E se nada mais fizesse sentido...
Se parecesse que algo ainda esta faltando,
e não soubesse o que fosse...

E se fosse verdade...

E se toda a minha vida não tivesse importância sem você aqui...
Se te procurasse sem saber o porquê...
E mesmo sem entender não pudesse te esquecer...

E se toda a sua vida passasse em um instante...
Se todos os momentos voltassem,
e o tempo parasse...
E mesmo assim de nada se lembrasse...

E se um dia te encontrasse...
E dissesse que te amo...
E num simples olhar...
Antes que pudesse me falar,
nossos lábios se encontrassem,
e de nossas lembranças recordasse...

E que quando despertasse...
soubesse que nada foi um sonho,
mais o destino das nossas vidas.


Desilusão

Suas palavras são vazias,
seu sentido é sem sentido,
em teus olhos não vejo a verdade,
seus lábios me dizem enganos,
sua saudade não mais me abala,
sentimentos que não mais entendo.

Personagem que se cansou,
sobre toda aquela história,
que me faz lembrar das tuas mentiras,
que me prende no vazio da ilusão,
que me faz querer estar só.

Transformando esse meu coração,
frágil e sem razão,
onde as outras coisas nunca estão,
perdidas num rumo sem direção,
nessa dor de solidão,
desse tolo coração.

Distância

Sempre te quis, mas você não quis tentar,
sempre te esperei, mas você nunca apareceu,
um dia desejei  estar bem perto,
mas esse perto sempre esteve longe.

Quisera eu nossos caminhos fossem iguais...
Sempre estivemos juntos,
Separados pela saudade, pelo medo, pelo mundo...

A esperança que não se acabou,
sonhos incompletos, talvez incorretos,
em pleno dia com a luz do sol e o azul do céu,
o vento sopra forte,
refrigera a minha alma,
e me transporta através do tempo,
que já nem sei se passa.

As folhas caem e o perfume das flores desperta sua saudade,
Pudera eu olhar seus olhos, tocar seu rosto como o vento,
e no mais simples momento dizer que agora entendo,
a distancia das nossas vidas.

Seu jeito de ser

Sentimento ardente tão decadente,
que me envolve no momento presente,
tentando convencer,
me fazendo esquecer,

a razão a saber,
doce prazer,
que me excita querer,

fazer perceber,
o seu jeito de ser.

Simplesmente sem você

Sou como as ondas do mar em meio a tempestade,
vivendo nos altos e baixos da vida,
como a suave brisa em dia de inverno, simples e silenciosa,
mas ao mesmo tempo forte e mortal.

Não sou eu mais um entre a multidão,
sou um anjo que caiu do céu,
vivo apenas esperando o amanhã chegar,
meus passos estão perdidos no tempo,
onde não consigo encontrar o meu lugar.

Não tenho medo da escuridão, já me habituei a ela,
sou uma imagem refletida no espelho do qual você não consegue ver,
sou um enigma que ninguém pode decifrar,
sou a alegria com um pouco de tristeza em meio a essa natureza que se chama terra.